[A BÍBLIA DO VBA NO ACCESS]: MACROS E PROGRAMAÇÃO VBA NO ACCESS - CURSO COMPLETO

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SQL Server 2005 - CURSO COMPLETO
Autor: Júlio Battisti
Lição 044 - Capítulo 03 - Introdução

Já aprendemos os conceitos básicos sobre Bancos de Dados Relacionais no Capítulo 1. Também aprendemos a instalar e gerenciar os serviços do SQL Server 2005 no Capítulo 2. Agora vamos começar a trabalhar com o SQL Server 2005.

Neste capítulo aprenderemos um pouco mais sobre as ferramentas de administração que são disponibilizadas com o SQL Server 2005.

Neste capítulo, trabalharemos com a seguinte ferramenta:

  • SQL Server Management Studio

Também aprenderemos a configurar alguns parâmetros importantes, os quais afetam cada instância do SQL Server 2005, separadamente. Por exemplo, podemos limitar a quantidade de memória RAM disponível para cada instância ou podemos deixar que o próprio SQL Server gerencie a quantidade de memória a ser utilizada. Também podemos definir, para o caso de servidores multi-processados, se todos os processadores podem ser utilizados ou se serão alocados processadores separados para cada instância, etc.

Depois daremos uma passeada pelo SQL Server Management Studio, mostrando as principais opções de configuração disponíveis e quais as tarefas que podem ser realizadas. Conforme veremos, o SQL Server Management Studio nada mais é do que um Snap-in de administração para o SQL Server 2005. O SQL Server Management Studio é o substituto do Enterprise Manager, o qual era o principal console de administração do SQL Server 2000.

Ainda utilizando o SQL Server Management Studio veremos quais os Bancos de Dados que são criados, automaticamente, quando da instalação do SQL Server 2005. Veremos qual a função de cada um dos Bancos de Dados criados na instalação. Também mostrarei como instalar os bancos de dados de exemplos, os quais não são instalados por padrão, quando da instalação do SQL Server 2005.

Em seguida apresentaremos algumas sugestões para a otimização dos Bancos de Dados em relação ao armazenamento em disco. Veremos os conceitos de RAID-0, RAID-1 e RAID-5. A utilização de arranjos do tipo RAID fornece tolerância a falhas e também maior desempenho do Banco de Dados. Veremos algumas configurações que podem nos ajudar a obter um melhor desempenho na utilização dos discos.

Na seqüência veremos qual a estrutura de um Banco de Dados no SQL Server 2005. Veremos quais os arquivos que são criados para um Banco de Dados e para os logs de transação do banco de dados, e aprenderemos a identificar cada tipo de arquivo pela sua extensão.

Uma vez entendida a estrutura física do Banco de Dados, vamos partir para a criação de um banco de dados, através de um exemplo prático, passo-a-passo. Na verdade, criaremos dois bancos de dados de exemplo: um utilizando o SQL Server Management Studio e outro utilizando comandos T-SQL para a criação de banco de dados. Após criados os Bancos de Dados, vamos conferir se os arquivos referentes a cada um dos bancos de dados foram realmente criados.

Encerrado este capítulo, o amigo leitor deverá estar habilitado para as seguintes tarefas:

  • Acessar as diversas instâncias do SQL Server, utilizando o SQL Server Management Studio e utilizando comandos T-SQL.
  • Configurar as principais opções para cada uma das instâncias instaladas.
  • Entender a estrutura de armazenamento em disco de um Banco de Dados do SQL Server 2005.
  • Criar Bancos de Dados utilizando o SQL Server Management Studio e comandos T-SQL.
  • Conhecer os arranjos de RAID-0, RAID-1 e RAID-5, sabendo qual oferece tolerância a falhas e como cada um se comporta em relação ao desempenho das operações de leitura e escrita no arranjo.

Fundamentos em Utilização do SQL Server Management Studio:

Pré-Requisitos:

  • Noções básicas do Windows e dos MMC – Microsoft Management Console.

Metodologia:

  • Apresentação dos elementos principais do SQL Server Management Studio.

No SQL Server 2000, a principal ferramenta de administração era o Enterprise Manager. A principal ferramenta de administração do SQL Server 2005 é o console SQL Server Management Studio, o qual pode ser acessado utilizando-se o seguinte caminho: Iniciar -> Programas -> Microsoft SQL Server 2005 -> SQL Server Management Studio. Este console nos dá acesso a maioria das tarefas necessárias a criação e manutenção de um Banco de Dados no SQL Server 2005 (na verdade é difícil imaginar uma tarefa que não seja possível fazer usando o SQL Server Management Studio).

Vamos, através de exemplos práticos, aprender a utilizar algumas das funcionalidades do SQL Server Management Studio. Ao longo deste livro, voltarei diversas vezes ao SQL Server Management Studio para executar as tarefas propostas, tais como criação de banco de dados, criação e alteração de tabelas, criação e alteração de Views, criação e alteração de usuários e grupos de usuários, configurações de segurança, configurações de replicação, etc.

Exemplo: Abrindo e navegando pelas opções do SQL Server Management Studio:

1.  Faça o logon com uma conta com permissão de Administrador e abra o SQL Server Management Studio: Iniciar -> Programas -> Microsoft SQL Server 2005 -> SQL Server Management Studio.

Será aberta a tela inicial do SQL Server Management Studio, indicada na Figura 3.1.


Figura 3.1 A tela inicial do SQL Server Management Studio.

Nesta tela você informa o tipo de servidor com o qual você deseja se conectar. Por padrão é selecionada a opção SQL Server. Também estão disponíveis as opções Analysis Server, Report Server, SQL Mobile e DTS Server. Observe que é possível usar o SQL Server Management Studio para administrar todos os serviços do SQL Server 2005. Na lista Server name, você seleciona o nome do servidor com o qual você deseja se conectar. Nesta lista, você pode selecionar a opção <Browse for more...>, para abrir a janela Browse for servers. Através desta janela, você pode se conectar com qualquer servidor SQL da rede (ou de outros tipos, tais como o Analysis Server ou Report Server). Observem que é possível usar o console SQL Server Management Studio, para administrar, remotamente, qualquer servidor SQL Server da rede, para o qual você tenha as devidas permissões. Na lista Authentication, você seleciona o tipo de autenticação. No Capítulo 6 você aprenderá mais sobre os tipos de autenticação disponíveis no SQL Server 2005. No Exemplo da Figura 3.2, escolhi me conectar a um servidor SQL Server, com a instância SERVIDOR\SQL2005, usando autenticação integrada com o Windows.


Figura 3.2 Conectando com o servidor SERVIDOR\SQL2005.

Selecione as opções desejadas e clique em Connect. Após alguns instantes será feita a conexão com o servidor Selecionado e será apresentado o ambiente de administração fornecido pelo SQL Server Management Studio, conforme indicado na Figura 3.3:


Figura 3.3 Ambiente de administração do SQL Server Management Studio.

É uma janela tradicional de um console MMC, com menus e dividida em painéis, bem no estilo do Windows Explorer. Na esquerda, tem uma janela com os servidores SQL Server já registrados, com os quais você já fez uma conexão. Esta parte do console está indicada na Figura 3.4, onde temos um único servidor registrado: SERVIDOR\SQL2005


Figura 3.4 A janela Registered Servers.

Logo abaixo temos a janela Object Explorer. Nesta janela, abaixo do nome do servidor, é exibida uma árvore, onde aparecem os diversos elementos que compõem um servidor SQL Server 2005. O primeiro elemento é Databases. Ao expandir esta opção, serão exibidos todos os Bancos de Dados que estão disponíveis nesta instância do Servidor SQL Server, conforme podemos ver na Figura 3.5. Os bancos de dados são agrupados em Bancos de dados do sistema (System Databases), Banco de dados de snapshot (Snapshot databases) e os demais bancos de dados. Os bancos de dados contidos em System Databases são os bancos criados e mantidos pelo próprio SQL Server 2005 e fundamentais ao funcionamento do SQL Server 2005.


Figura 3.5 Bancos de Dados da instância SERVIDOR\SQL2005

Mantenha o SQL Server Management Studio.

Falarei sobre a função dos bancos de dados do sistema, ao longo dos capítulos deste livro. O SQL Server Management Studio também tem dezenas de outras funcionalidades, janelas e painéis, as quais aprenderemos a utilizar ao longo deste livro.

Porém, você deve estar lembrado do Capítulo 2, que podemos ter várias instâncias do SQL Server 2005 instaladas no mesmo servidor ou até mesmo em servidores diferentes. Para poder administrar e ter acesso aos elementos de outras instâncias, é preciso registrá-las no SQL Server Management Studio. Lembre que na prática, as diversas instâncias do SQL Server se comportam como se fossem servidores completamente independentes. Vamos aprender a registrar uma outra instância do servidor SQL Server no SQL Server Management Studio.

Exemplo: Para registrar a instância SERVIDOR\SRVINST02 no SQL Server Management Studio, siga os passos indicados a seguir:

1.  O SQL Server Management Studio deve ter sido mantido aberto no exemplo anterior. Caso este tenha sido fechado, abra-o novamente.
2.  Clique com o botão direito do mouse em “Microsoft SQL Servers”, na janela Registered Servers, logo abaixo do menu File.
3.  No menu de opções que surge, dê um clique na opção New -> Server Registration...
4.  Será aberta a janela New Server Registration, na qual você deve informar os dados da instância a ser conectada. Observe que a opção SQL Server já vem selecionada no campo Server Type e não pode ser alterada. No campo Server Name digite o nome do servidor com o qual você quer se conectar e selecione o tipo de autenticação. No Exemplo da Figura 3.6 estou me conectando com SERVIDOR2\CURSOSJB, ou seja, a instância CURSOSJB no servidor chamado SERVIDOR2, usando autenticação integrada do Windows.


Figura 3.6 Bancos de Dados da instância SERVIDOR\SQL2005

5.  No campo Registered Server Name você pode digitar um nome que servirá como um apelido, como uma referência ao servidor. O padrão é o próprio nome da instância. No nosso exemplo, o nome padrão é SERVIDOR2\CURSOSJB. Você pode digitar um nome mais amistoso, tal como Servidor de Cursos, ou servidor da Matriz. Você pode digitar uma descrição no campo Registered server description.
6.  Após fornecer as informações necessárias, clique em Save. O novo servidor já estará disponível para ser utilizado. Observe que o servidor já aparece no painel Registered Servers, conforme indicado na Figura 3.7:


Figura 3.7 A instância SERVIDOR2\CURSOSJB, recém registrada.

7.  Dê um clique duplo em SERVIDOR2\CURSOSJB, no painel Registered Servers e este servidor já passará a ser exibido no painel Object Explorer, conforme indicado na Figura 3.8:


Figura 3.8 Acessando todos os objetos da instância SERVIDOR2\CURSOSJB, recém registrada.

Observe que após o registro da instância SERVIDOR2\CURSOSJB, passamos a ter acesso a todos os seus objetos. Isso mostra como é fácil usar o SQL Server Management Studio, para administrar, remotamente, todos os servidores SQL Server 2005 da sua rede. Claro que para isso você deve ter as devidas permissões. Se a conta com a qual você está acessando um determinado servidor não tiver as permissões necessárias para uma determinada ação (como por exemplo criar um novo banco de dados), você receberá uma mensagem de acesso negado, ao tentar executar a ação para a qual você não tem permissão.

8.     Mantenha SQL Server Management Studio aberto, pois continuaremos a utilizá-lo neste tópico.

Agora vamos aprender a configurar algumas opções importantes de uma instância do SQL Server 2005. Estas opções são facilmente acessadas e configuradas com a utilização do SQL Server Management Studio.

Exemplo: Para configurar algumas opções da instância SERVIDOR\SQL2005, siga os passos indicados a seguir:

1.  As opções de configuração de uma instância são acessadas através das propriedades da instância. Se o SQL Server Management Studio não estiver aberto, abra-o.
2.  Para acessar as propriedades da instância SERVIDOR\SQL2005, dê um clique com o botão direito nesta instância, na janela Object Explorer. No menu de opções que surge dê um clique em Properties. Será aberta a janela de propriedades da instância, na qual temos onze grupos de opções. As guias estão do lado esquerdo. Clicando em uma das guias, serão exibidas as respectivas opções do lado direito da janela de propriedades. As principais opções que podem ser configuradas em cada guia, serão descritas na seqüência. Por padrão, vem selecionada a guia General (Geral)
3. Na guia General, conforme indicado na Figura 3.9, é exibida uma série de informações sobre a instância SERVIDOR\SQL2005. Observe que para o Sistema Operacional é informada a versão NT – 5.0 (2195), que nada mais é do que o Windows 2000 Server versão final. Nesta guia também podemos configurar se os serviços do SQL Server devem ser inicializados automaticamente quando o Sistema Operacional é inicializado. Para isso, basta clicar no botão Configure..., que será aberto o Computer Manager, com a lista de todos os serviços do SQL Server 2005, conforme descrito no Capítulo 2. Clique na opção Autostart Services. Nesta opção, você pode marcar os seguintes serviços, para que sejam ou não inicializados, automaticamente: SQL Server (MSSQLServer), SQL Server Agent (SQLServerAgent), Microsoft Search (MSFTESQL) e o MSDTC.


Figura 3.9 A guia General.

4. Também podemos definir parâmetros de inicialização para o SQL Server. Para isso clique na guia Startup Parameters.
5. Na guia Memory, conforme indicado na Figura 3.10, podemos definir qual a memória que estará disponível para o SQL Server. Existe a opção de configurarmos manualmente estes valores ou permitirmos que o próprio SQL Server configure estes valores. Na maioria das situações, é mais indicada a configuração automática pelo SQL Server (Dynamic Memory Configuration).


Figura 3.10 A guia Memory.

A seguir temos uma descrição das principais opções da guia Memory:

  • Dynamically Memory Configuration: Permite que o próprio SQL Server gerencie a utilização da memória. É a opção mais indicada, para a maioria das situações.
  • Minimum server memory (in MB): Esta opção define qual a quantidade mínima de memória que deve estar disponível, para que o SQL Server possa ser inicializado.
  • Maximum server memory (in MB): Esta opção determina qual a quantidade máxima de memória que pode ser utilizada pelo SQL Server.
    Minimum query memory: Determina a quantidade mínima de memória que deve ser alocada para a execução de consultas dos usuários. O valor padrão é 1024 KB, ou seja, 1 MB.
  • Configured values: Esta opção exibe os valores atualmente em uso e permite que você os altere. Se você alterar algum valor, clique na opção Running values para verificar se as alterações já tiveram efeito. Se as alterações que você fez ainda não tiverem sido implementadas, você deverá parar e reinicializar o serviço SQL Server para a instância que está sendo configurada.
  • Running values: Exibe os valores atualmente em uso. Estes valores não podem ser alterados enquanto a opção Running values estiver selecionada.

6. Clique na guia Processors. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.11, podemos configurar como o SQL Server utilizará o(s) processador(es) instalado(s) no servidor. Caso tenhamos uma máquina com múltiplos processadores, podemos definir qual o processador (ou processadores) que deve ser utilizado pela instância do SQL Server que está sendo configurada.


Figura 3.11 A guia Processor.

A seguir temos uma descrição das principais opções da guia Processor:

  • Boost SQL Server priority on Windows: Podemos definir que a instância do SQL Server que está sendo configurada, rode em um nível de prioridade mais elevado do que outros processos que estão rodando no servidor. Quanto mais elevado o nível de prioridade, maior o tempo que o processador dedica para um determinado processo. O valor padrão é 0, o qual estabelece uma prioridade 7, que é a prioridade padrão. Se definirmos um valor 1 para esta opção, estaremos definindo uma prioridade 13, tanto no Windows NT 4.0 quanto no Windows 2000 ou Windows Server 2003. Segundo o Books OnLine, somente devemos alterar o valor padrão elevando-o, em servidores que são dedicados exclusivamente ao SQL Server. Em servidores que executam outras funções, como um servidor Web com o IIS, se elevarmos a prioridade de execução do SQL Server, iremos penalizar o desempenho dos demais processos, em favor do SQL Server. Ou seja, prejudicaremos o desempenho de outros serviços, para melhorar o desempenho do SQL Server 2005.
  • Use Windows fibers: Esta é uma opção bastante técnica, que altera a maneira como o Windows  executa os processos do SQL Server. Ao definirmos esta opção, solicitanis que uma determinada instância do SQL Server utilize fibers ao invés de threads. Esta configuração define que seja alocada uma thread por CPU a um fiber para cada usuário concorrente, até o valor definido no campo Maximum worker threads. Esta configuração somente terá efeito após a reinicialização do SQL Server. Para maiores informações sobre threads, fibers e processos, consulte o site msdn.microsoft.com.
  • Configured values: Esta opção exibe os valores atualmente em uso e permite que você os altere. Se você alterar algum valor, clique na opção Running values para verificar se as alterações já tiveram efeito. Se as alterações que você fez ainda não tiverem sido implementadas, você deverá parar e reinicializar o serviço SQL Server para a instância que está sendo configurada.
  • Running values: Exibe os valores atualmente em uso. Estes valores não podem ser alterados enquanto a opção Running values estiver selecionada.

7. Clique na guia Security. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.12, podemos configurar qual o tipo de segurança que iremos utilizar – Windows Authentication Mode ou SQL Server and Windows Authentication Mode. Aprenderemos mais sobre segurança no SQL Server, no Capítulo 6. Também podemos definir os níveis de auditoria desejados. Outra opção, que pode ser configurada nesta guia, é a conta que será utilizada para a inicialização do serviço SQL Server, relativo a instância que está sendo configurada.


Figura 3.12 A guia Security.

8. Clique na guia Connections. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.13, podemos definir alguns parâmetros importantes, os quais definem a maneira como as conexões com o Servidor SQL serão tratadas. Por exemplo, no campo “Maximum concurrent user connections” podemos definir o número máximo de conexões de usuário suportadas pela instância do SQL Server, que está sendo configurada. Um valor 0 significa um número ilimitado de conexões. A opção Remote query time-out define o tempo máximo que uma consulta do usuário pode ficar rodando. Limitar este valor é importante, pois impede que consultas com problemas fiquem rodando indefinidamente e ocupando recursos do servidor, o que pode fazer com que o desempenho do servidor como um todo seja prejudicado (incluindo o desempenho de todas as demais instâncias instaladas no mesmo servidor). Este valor é definido em segundos. Um valor 0 significa tempo ilimitado, sendo que, conforme foi dito, esta não é uma boa opção.


Figura 3.13 A guia Connections.

9. Na guia Database Settings, conforme indicado na Figura 3.14, podemos definir qual o fator de preenchimento das páginas dos índices. Conforme veremos no Capítulo 4, o fator de preenchimento de páginas de um índice influencia no desempenho das consultas. Também podemos definir qual o diretório padrão onde serão criados os arquivos de dados para novos Bancos de Dados – Default data directory e o diretório padrão para os arquivos de log de cada Banco de Dados – Default log directory.


Figura 3.14 A guia Database Settings.

10. Clique na guia Misc Server Settings. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.15, podemos definir qual o idioma que será utilizado para as mensagens de erro enviadas pelo SQL Server. Também podemos definir algumas configurações mais avançadas como a utilização de triggers aninhadas – Allow triggers fired other triggers. Veremos mais sobre triggers no Capítulo 10. Também podemos definir como o SQL Server irá interpretar uma data que for digitada com apenas dois dígitos no ano – Interpre a two-digit year as falling between.


Figura 3.15 A guia Misc Server Settings.

11. Clique na guia Advanced. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.16, podemos definir opções tais como o tempo limite para logon remoto (Remote Login Timeout), o tamanho do pacote de rede (Network Packet Size) e assim por diante.


Figura 3.16 A guia Advanced.

12. Clique na guia Permissions. Nesta guia, conforme indicado na Figura 3.17, podemos definir uma série de permissões tais como alterar bancos de dados, alterar credenciais e outras. Veremos mais detalhes sobre Permissões e Segurança no Capítulo 6


Figura 3.17 A guia Permissions.

4.  Neste momento não iremos alterar nenhuma das configurações padrão desta instância do SQL Server 2005. Dê um clique no botão Cancelar para fechar a janela de propriedades da instância SERVIDOR\SQL2005.

Para completar a nossa introdução ao SQL Server Management Studio, iremos acessar a opção Databases da instância SERVIDOR\SQL2005 e verificar quais Bancos de Dados são criados quando da instalação de uma instância do SQL Server. Veremos que existe um Banco de Dados que é imprescindível ao funcionamento do SQL Server – o banco de dados master, o qual está dentro da opção System Databases – e outros que são bancos de dados de exemplo. Além dos que são criados automaticamente, também poderemos criar os nossos próprios Bancos de Dados, conforme aprenderemos ainda neste capítulo. Depois iremos verificar quais os elementos que estão disponíveis dentro de um determinado Banco de Dados.

Ao encerrarmos este tópico, o amigo leitor deverá ter uma visão geral do funcionamento e das possibilidades oferecidas pelo SQL Server Management Studio. No restante deste livro, você irá executar uma série de tarefas e exemplos práticos, as quais são realizadas utilizando-se o SQL Server Management Studio.

Exemplo: Verificando os Bancos de Dados instalados por padrão, em uma instância do SQL Server 2005, siga os passos indicados a seguir:

1.  Se você não estiver com o SQL Server Management Studio aberto, abra-o.
2.  Clique no sinal de mais ao lado da instância SERVIDOR\SQL2005 (ou da instância instalada no seu computador, o qual você está usando para acompanhar este capítulo), na janela Object Explorer, para expandi-la. Serão exibidas as diversas categorias de objetos que compõem uma instância do SQL Server 2005.
3.  Nas opções que surgem abaixo desta instância, clique no sinal de mais ao lado da opção Databases para expandi-la. Abaixo de Databases é exibida uma lista com os Bancos de Dados disponíveis na instância SERVIDOR\SQL2005, conforme pode ser visto na Figura 3.18.


Figura 3.18 Os Bancos de Dados criados durante a instalação.

4.  Dê um clique na opção Databases. No painel da direita, serão exibidas informações sobre os bancos de dados do usuário, tal como a última vez que foi feito o backup do banco de dados e o backup do log de transações. No SQL Server 2005, os bancos de dados são divididos em categorias, tais como System Databases, Databases Snapshots e depois os bancos de dados criados pelo usuário. Clique no sinal de +, ao lado da opção System Databases, para expandi-la. Será exibida a lista de bancos de dados chamados de bancos de dados do sistema. Estes bancos são fundamentais ao funcionamento do SQL Server 2005. De uma maneira mais simples, diríamos que são para uso pelo próprio SQL Server 2005. Por exemplo, o banco de dados master é o principal banco de dados de uma instância do SQL Server 2005. Nele estão tabelas com a lista de todos os bancos de dados existentes na instância, com a lista de cada tabela de cada banco, a lista de campos de cada tabela de cada banco e assim por diante. Se, por algum motivo, o banco de dados master for corrompido, a instância do SQL Server 2005 simplesmente deixa de funcionar.

A seguir apresento uma breve descrição de cada um destes Bancos de Dados:

  • master database: Este é o principal Banco de Dados para qualquer instância de qualquer servidor SQL. É neste banco de dados que estão armazenadas informações de vital importância para o funcionamento do SQL Server. Nas tabelas do Banco de Dados master, temos informações sobre a inicialização do SQL Server, sobre a existência de outros Bancos de Dados, sobre as contas disponíveis para logon, sobre segurança, etc. Se, por algum motivo, o Banco de Dados master tiver sido corrompido e não pudermos recuperá-lo a partir de um backup recente, simplesmente não poderemos mais utilizar o servidor SQL e nem ter acesso aos seus dados. Isso demonstra bem a importância deste banco de dados.
  • model database: É utilizado como um modelo para a criação de novos Bancos de Dados, isto é, sempre que criarmos um novo Banco de Dados, o novo banco de dados terá as definições padrão iguais às do Banco de Dados model. Este Banco de Dados não pode ser excluído. Se desejarmos que todo novo Banco de Dados, ao ser criado, já possua alguma tabela ou alguma outra configuração, basta adicionar estas características ao model. Ao criarmos um novo Banco de Dados, este “herdará” todas as características do banco de dados model.
  • database msdb: Este Banco de Dados é necessário ao funcionamento do serviço de agendamento de tarefas – SQL Server Agent. Embora possamos acessar toda a informação contida nas tabelas do Banco de Dados msdb, não é aconselhável modificar o seu conteúdo diretamente. Devemos deixar toda e qualquer modificação para o serviço SQL Server Agent.
  • tempdb database: Este Banco de Dados é utilizado para operações temporárias. Por exemplo, o resultado parcial de uma consulta é armazenado para ordenação. Somente depois de ordenado é que o resultado seria enviado de volta para o cliente que fez a solicitação. Este Banco de Dados é recriado, toda vez que o SQL Server é inicializado. As operações realizadas neste Banco de Dados também são registradas no log de transações, para que os dados das tabelas envolvidas na operação, possam ser restaurados ao seu estado original, caso algum problema aconteça durante a operação. O tamanho do tempdb pode aumentar automaticamente, conforme a necessidade. Este controle é feito pelo próprio SQL Server.
  • AdventureWorks: Este banco de dados, não mais na lista de System Databases, mas sim na lista geral de bancos de dados, é um Banco de Dados de exemplo, o qual é disponibilizado com o SQL Server. É interessante o estudo dos exemplos apresentados neste Banco de Dados, pois muitos aspectos interessantes do SQL Server 2005 podem ser estudados através dos exemplos presentes neste banco. Neste livro utilizarei este Banco de Dados para salientar alguns aspectos de utilização do SQL Server. Embora este banco de dados possa ser eliminado, sugiro que você o mantenha, pois serve como um boa fonte de estudos.

5.  Mantenha o SQL Server Management Studio aberto. No próximo exemplo iremos a um nível adiante, verificando quais os elementos podem existir em um Banco de Dados do SQL Server 2005.

Exemplo: Para verificar quais os elementos que fazem parte de um Banco de Dados:

1.  Dê um clique no sinal de mais ao lado do Banco de Dados AdventureWorks para expandi-lo e depois dê um clique em AdventureWorks para selecioná-lo. Na Figura 3.19, podemos ver os vários elementos que fazem parte de um Banco de Dados. Ao longo deste livro, você aprenderá a criar, alterar e gerenciar estes elementos.


Figura 3.19 Os elementos de um Banco de Dados.

A seguir, uma breve descrição dos principais elementos:

  • Tables: Ao selecionarmos esta opção serão exibidas todas as tabelas do Banco de Dados. Também podemos utilizar esta opção para criar uma nova tabela, para importar dados de uma outra fonte para uma tabela do SQL Server ou exportar dados de uma ou mais tabelas do SQL Server para outro formato de dados. Para acessar os dados de uma tabela basta clicar com o botão direito sobre o nome da tabela. No menu de opções que surge aponte para Script Table as -> SELECT To -> New Query Editor Window. Será aberta uma janela do Query Editor, com o código T-SQL para retornar os registros da tabela, na qual você clicou com o botão direito do mouse. Esta janela é a substituta do Query Analyzer, o qual era um utilitário separado no SQL Server 2000. No SQL Server 2005, todas as funções do Query Analyzer são executadas diretamente dentro do SQL Server Management Studio, através desta janela específica para execução de comandos. Para executar o comando basta clicar no botão Execute ou pressionar Ctrl+E. O comando será executado e os registros da tabela serão exibidos, conforme exemplo da Figura 3.20. Embora possamos acessar os dados de uma tabela através do SQL Server Management Studio, este não é um procedimento comum. Conforme descrito anteriormente, o SQL Server 2005 é um servidor de Banco de Dados, no qual ficam armazenadas as informações, sendo que o SQL Server oferece uma série de funcionalidades para gerenciar e manter em segurança estes dados. Porém para acessar ou alterar os dados, normalmente utilizamos aplicações Cliente, as quais podem ser desde um programa desenvolvido em Visual Basic e utilizando a tradicional arquitetura Cliente/Servidor, até uma moderna aplicação Web, desenvolvida em ASP.NET, utilizando uma arquitetura em n camadas.


Figura 3.20 Dados da tabela EmployeeDepartmentHistory.

  • Views: Nesta opção são exibidas as consultas que foram salvas no Banco de Dados. Uma consulta é criada através da definição de uma instrução que utiliza a linguagem SQL que, no caso do SQL Server 2005, é chamada de T-SQL. Podemos ter acesso à instrução que define uma View, simplesmente clicando com o botão direito do mouse sobre a View e no menu que surge, clicando em Modifty View.
  • Programmability -> Stored Procedures: Um Stored Procedure é um grupo de comandos que foram gravados no Banco de Dados. Um Stored Procedure pode ser chamado dentro de um programa do cliente. Parâmetros de entrada podem ser passados para um Stored Procedure, sendo que este pode retornar os seus resultados utilizando parâmetros de saída. Os comandos de um Stored Procedure podem ser compilados e armazenados em memória pelo Servidor SQL. Podemos, por exemplo, criar Stored Procedures que executam as consultas mais utilizadas; pelo fato dos comandos serem compilados e armazenados em memória, isto acelera a execução da consulta, o que acaba gerando um desempenho melhor para a aplicação do cliente. Para ter acesso aos comandos de um Stored Procedure basta clicar com o botão direito sobre o Stored Procedure e selecionar Modify no menu de opções que surge. Na Figura 3.21, temos o exemplo dos comandos de um Stored Procedure. No Capítulo 10 aprenderemos um pouco mais sobre a linguagem para a criação de Stored Procedures e criaremos alguns exemplos.


Figura 3.21 Os comandos de um Stored Procedure.

  • As opções Security -> Users e Security -> Roles: Estas opções estão relacionadas com a segurança de acesso aos elementos de um Banco de Dados. No Capítulo 6 trabalharemos com segurança no SQL Server 2005.
  • Programmability -> Rules: A criação de Rules foi mantida no SQL Server 2005 por questões de compatibilidade. Com a utilização de Rules, podemos definir regras para os valores que podem ser aceitos em um determinado campo de uma tabela. Por exemplo, podemos definir que o campo ValorDoFinanciamento da tabela empréstimos deve ter uma valor entre R$ 1.500,00 e R$ 10.000,00. No SQL Server 2005 podemos utilizar o mecanismo de CHECK Constraints, o qual é mais eficiente do que a utilização de Rules. No Capítulo 10 aprenderemos o funcionamento e também aprenderemos a criar CHECK Constraints.
  • Programmability -> Defaults: A criação de Defaults permite que seja definido um valor padrão para um campo de uma tabela, caso o campo não seja preenchido pelo usuário. No Capítulo 10, aprenderemos a criar Defaults.

2.  SQL Server Management Studio.

Agora finalizamos o nosso passeio inicial pelo SQL Server Management Studio. Já sabemos da existência dos vários elementos que fazem parte de um servidor SQL Server, bem como os diversos elementos que compõem um Banco de Dados. Agora estamos aptos a começar a trabalhar com estes elementos. O primeiro passo é aprendermos sobre a criação de novos Bancos de Dados.

Antes de partirmos para a criação de banco de dados no SQL Server 2005, vamos revisar alguns conceitos importantes sobre os tipos de volumes que podem ser criados no Windows 2000 Server e no Windows Server 2003. Aprenderemos conceitos como RAID-0, RAID-1 e RAID-5, bem como a forma de implementá-los no Windows 2000 Server. Mas este é assunto para o próximo item.

Fundamentos em Armazenamento Básico x Armazenamento Dinâmico:

Pré-Requisitos:

  • Noções do sistema operacional Windows.

Metodologia:

  • Apresentação dos diferentes tipos de armazenamento no Windows 2000.

O Windows 2000 Server e também o Windows Server 2003, apresentam algumas melhorias no gerenciamento de discos, partições e volumes, em relação às versões anteriores. Um conceito importante que foi introduzido é o conceito de armazenamento dinâmico. Em seguida veremos a diferença entre o armazenamento dinâmico e o armazenamento básico, o qual é o padrão utilizado pelas versões anteriores do Windows.

Neste item tratarei da criação de volumes redundantes através de software. Também existe a possibilidade da criação de volumes redundantes através da utilização das chamadas Placas de RAID, as quais são projetadas especificamente para este fim. Com o Windows 2000 Server e o Windows Server 2003, podemos implementar RAID em software ou em hardware. Se você estiver tendo problemas com o desempenho, a opção de RAID por hardware pode ajudar, embora a implementação seja mais onerosa do que a por Software.

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