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HISTÓRIA

 

REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO NA AMÉRICA LATINA

 

Objetivo

 

Esta lição mostrará como foi a vida política nos países latino-americanos. Como cada país conseguiu se impor politicamente. O maior destaque ficou com Cuba, como este país conseguiu superar as dificuldades e que táticas usou para conseguir se manter com o passar do tempo. Também o que foi o populismo e como isso serviu na política.

 

REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO NA AMÉRICA LATINA

 

Depois de um longo período de relativas docilidade em relação a liderança, primeiro da Inglaterra depois dos Estados Unidos, os países latino-americanos ingressaram numa época de turbulências e experimentações políticas.

 

No inicio, foram movimentos nacionalistas surgidos entre as elites locais. Em outros lugares, adotaram um perfil mais antiimperialista e antioligárquico. Foi o que ocorreu no México e na Guatemala. Na Bolívia chegaram a pelar para a revolução popular.

 

Em 1959, o triunfo da Revolução Cubana produziu uma ruptura na história do continente.

 

Nos anos de 1960 e 1970 eclodiram grandes movimentos sociais no Brasil, na Bolívia, na Argentina e no Chile, a reação dos grupos dominantes, apoiados pelos Estados Unidos, foram golpes de Estado cada vez mais violentos.

 

O primeiro ato

 

A dependência econômica foi traço marcante das nações latino-americanas. Enquanto na África descolonização significava, antes de qualquer coisa, independência política, na América Latina a emancipação econômica era o centro da questão.

 

Ao longo do tempo, o domínio se traduziu na grande concentração de terras, na desigualdade de rendas, em pobreza, altos índices de mortalidade infantil e analfabetismo. Eram as duas faces da moeda: dependência e miséria.

 

No século XX, a primeira grande revolução social da América Latina ocorreu entre 1910 e 1917 no México. Essa revolução iria marcar a história posterior do país.

 

Em 1929, o presidente Plutarco Elias Calles fundou o Partido Revolucionário Nacional. Mas tarde, em 1938, a agremiação mudou seu nome para Partido Revolucionário do México. Em 1934, o presidente eleito Lázaro Cárdenas deu inicio a uma série de reformas que procuravam retomar a tradição revolucionária do México. A reforma agrária foi aprofundada e as grandes empresas estrangeiras que operavam no setor petrolífero foram nacionalizadas.

 

No plano cultural, o nacionalismo mexicano estimulou a valorização da cultura tradicional indígena. No plano político, o Partido Revolucionário do México conseguiu reunir em suas fileiras membros das camadas médias urbanas.

 

As inquietações democráticas das camadas médias e dos trabalhadores deixaram de ser ouvidas. Em 1968, o governo do PRI ordenou a repressão de milhares de estudantes que realizavam manifestações de protesto na praça de Tlatelolco, na cidade do México.

 

O destino do país passou a ser norteado por uma política liberal. O presidente Carlos Salinas de Gortari obteve uma mudança na Constituição de modo a legalizar a venda das fazendas, onde viviam 3 milhões de famílias camponesas.

 

A população reagiu a essa política nas urnas. Em 1997, foi eleito prefeito da capital Cuauhémoc Cárdenas filho do ex-presidente Cárdenas.

 

O segundo ato

 

Na década de 1950, a economia cubana baseava-se quase exclusivamente na produção de açúcar, 35% eram controlados por capitais norte-americanos. Cerca de 80% de suas importações vinham dos Estados Unidos.

 

Em 1952, um ex-sargento de nome Fulgêncio Batista, assumiu o poder por meio de um golpe de Estado. Batista instalou um regime corrupto e repressivo.

 

Em 26 de julho de 1953, um grupo de jovens liderados pelo advogado Fidel Castro lanço-se num ataque suicida contra o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba. Derrotada ação, Castro passaria dois anos na prisão, de onde saiu para exilar-se no México.

 

No exílio, organizou um grupo de guerrilheiros ao qual se ligou Ernesto Guevara. Em 1956, desembarcaram em Cuba, a bordo do iate Granma.

 

Em 1958, ao perceberem que a ditadura de Batista vinha abaixo, os Estados Unidos suspenderam seu apoio militar ao governo cubano.

 

No dia 1º de janeiro de 1959, após vitórias decisivas dos revolucionários, Fulgêncio Batista fugiu de avião para a Republica Dominicana.

 

O primeiro governo formado pelos revolucionários era uma composição de todos os grupos de oposição, incluindo-se nela os liberais. A implementação do socialismo não se fez sem problemas. Cerca de 20 mil opositores ao regime foram presos, alguns sofreram pena de morte e 350 mil abandonaram o país até fins de 1968.

 

Dessa aproximação entre os guerrilheiros de Sierra Maestra e os comunistas surgiram o Partido Comunista Cubano, sob a liderança de Fidel Castro.

 

Varias transformações foram realizadas. As empresas Petrolíferas foram nacionalizadas. Grandes empresas industriais foram estatizadas, e as propriedades rurais submetidas a reforma agrária, que atingiu o latifúndio e passou para as mãos do Estado cerca de 70% das terras produtivas.

 

O andamento da Revolução Cubana não teria sido o mesmo se não fosse a divisão mundial em dois blocos antagônico. Em janeiro de 1961, os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba.

 

Em abril do mesmo ano, exilados cubanos armados e treinados pela CIA, invadiram Cuba com o objetivo de derrubar Fidel Castro, mas foram derrotados na baía dos Porcos.

 

Em outubro de 1962, o governo de Washington denunciou a instalação, em Cuba, de mísseis soviéticos equipados com ogivas nucleares. Em seguida, decretou o bloqueio naval da ilha e exigiu o desmantelamento das bases de mísseis.

 

O mundo estava a um passo da guerra nuclear. Para evita-lo, o governo soviético acatou a exigência norte-americana e retirou os mísseis.

 

Cuba na encruzilhada

 

Em 1975, Cuba começou a sair do isolamento imposto pelos nortes-americanos, restabeleceram relações diplomáticas com alguns países.

 

Para enfrentar a crise, o governo cubano impôs o racionamento de combustível, alimentos e energia. Ao mesmo tempo, passou a promover o turismo e a tentar atrair investimentos externos. Na mesma linha de mudanças controladas, o governo de Fidel Castro promoveu, em 1998, a vista do papa João Paulo II, primeiro sinal de abertura em relação à Igreja Católica desde a revolução de 1959.

 

Terceiro ato

 

A grande Depressão das economias capitalistas iniciadas em 1929 teve efeitos benéficos para a industrialização latino-americana. A industria nacional ganhou assim a possibilidade de preencher o vazio deixado pelos produtos estrangeiros. O setor exportador havia acumulado, nos anos anteriores a crise, capitais suficientes para investir nas atividades industriais.

 

Alguns países latino-americanos avançaram decididamente rumo a industrialização, destacando-se o Chile, o México, a Argentina e o Brasil. Em todas essas regiões verificou-se notável expansão das populações urbanas, o que modificou o cenário de forças sociais e políticas na América Latina.

 

Intensificou-se a critica ao pensamento liberal, especialmente por parte de socialistas e comunistas, mas também por pensadores vindos de setores tradicionalmente conservadores, como grupos de militares e de religiosos católicos. Foi nesse contexto que nasceu e se desenvolveu o populismo.

 

A formação do populismo

 

A característica básica do populismo é a existência de um líder carismático, que se dirige diretamente à população, sem precisar da interferência ou intermediação de um partido.

 

O populismo procura apresentar-se como alternativa, tanto aos partidos tradicionais, liberais ou oligárquicos, quanto aos grupos de esquerda. De certa forma, ele torna-se um canal que permite a participação política das camadas populares.

 

O populismo é autoritário. Baseia-se na autoridade do chefe político, que deve ser obedecido, pois é por definição o defensor e benfeitor da população. Reprime a ação de grupo independentes que queiram ampliar as conquistas sociais.

 

A atitude dos Estados Unidos diante dos governos populistas foi de crescente preocupação. A partir de certo ponto, as mobilizações populares, desencadeadas pela própria dinâmica do populismo, começaram a por em risco as empresas multinacionais e os grandes proprietários de terras.

 

Assim, entre 1954 e 1976, a América Latina foi varrida pela fúria dos golpes militares. Esse movimento tornou-se mais intenso e devastador após a vitória da Revolução Cubana, em 1959.

 

De modo geral, os regimes autoritários que surgiam foram apoiados por largas parcelas das camadas médias da população, que não pretendiam perder os privilégios adquiridos.

 

As ditaduras militares empurraram para a clandestinidade não só o movimento operário, com seus partidos socialistas, comunistas ou nacionalistas, mas também amplos setores da juventude, principalmente da juventude estudantil.

 

Países das mais diversas tradições políticas foram atingidos. Na Venezuela e na Colômbia, no Uruguai, na Argentina, surgiam os Montoneros, peronista, e o ERP, Exercito Revolucionário do Povo de orientação Trotskista.

 

Todos os grupos foram derrotados e, alguns, aniquilados, depois de sangrenta repressão. Suas lutas, entretanto, contribuíram para desgastar os governos autoritários.

 

Nos anos 1980, com o fim da luta armada, a crise desses governos e o fortalecimento das oposições democráticas  serviram como base para o fim do arbítrio e o renascimento do Estado de Direito, democrático, constitucional, em quase toda a América Latina.

 

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