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| WINDOWS 2003 SERVER - CURSO COMPLETO Autor: Júlio Battisti |
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| Lição 140 - Capítulo 16 - Know-how em: TCP/IP - Roteamento | |||
Pré-Requisitos: Conceitos básicos do protocolo TCP/IP. No Capítulo 2 apresentei conceitos importantes, que devem estar bem claros, antes que você possa estudar roteamento. São eles: Número IP e máscara de sub-rede, cálculos binários, default gateway, conceito de roteamento e um exemplo simples de roteamento que foi apresentado no Capítulo 2. Em caso de dúvidas em um destes conceitos, não hesite em voltar ao Capítulo 2, antes de prosseguir para as próximas etapas. Conceito básico de roteamento – revisão dos principais tópicos. O primeiro passo é entender qual o papel do Roteador em uma rede de computadores. O roteador é o equipamento responsável pela conexão das diversas redes locais da empresa, para formação da WAN da empresa. As redes locais são interligadas através de links de comunicação. Existe grande variedade de opções em relação aos links de comunicação. Desde velocidade modestas de 64 Kbps, até velocidades bem maiores, na casa de dezenas de Mbps. O roteador é o equipamento que torna possível a comunicação entre as diversas redes locais que formam a WAN da empresa e também a comunicação da empresa com a Internet e com outras redes de parceiros de negócios e fornecedores. Neste item vou falar sobre Roteamento. Falarei sobre o papel dos roteadores na ligação entre redes locais (LANs) para formar uma WAN. Mostrarei alguns exemplos práticos de roteamento. No Capítulo 2 você aprendeu que a máscara de sub-rede é utilizada para determinar qual “parte” do endereço IP representa o número da Rede e qual parte representa o número da máquina dentro da rede. A máscara de sub-rede também foi utilizada na definição original das classes de endereço IP. Em cada classe existe um determinado número de redes possíveis e, em cada rede, um número máximo de máquinas (para maiores detalhes veja a descrição sobre redes Classe A, B, C, D e E, no Capítulo 2). Com base na máscara de sub-rede, o protocolo TCP/IP determina se o computador de origem e o de destino estão na mesma rede local ou em redes locais diferentes. Com base em cálculos binários, o TCP/IP pode chegar a dois resultados distintos:
Roteador é apenas um conceito. O papel do roteador pode ser desempenhado por um equipamente especificamente projetado para este fim (equipamento este conhecido, obviamente, como roteador) ou pode ser desempenhado por um servidor com software de roteamento instalado. Por exemplo, servidores baseados no Windows Server 2003 ou no Linux, podem ser configurados para exercer o papel de roteador. Quando ocorre um problema com o Roteador, tornando-o indisponível, você consegue se comunicar normalmente com os demais computadores da sua rede local, porém não conseguirá comunicação com outras redes de computadores, como por exemplo a Internet. Explicando Roteamento – um exemplo prático: Vou apresentar a explicação sobre como o roteamento funciona, através da análise de alguns exemplos, iniciando por um exemplo bem simples. Considere a situação de uma empresa que tem a matriz em SP e uma filial no RJ. O objetivo é conectar a rede local da matriz em SP com a rede local da filial no RJ, para permitir a troca de mensagens e documentos entre os dois escritórios. Nesta situação o primeiro passo é contratar um link de comunicação entre os dois escritórios. Em cada escritório deve ser instalado um Roteador e um modem. O modem é que faz a conexão com a linha de dados (a exemplo do modem que é necessário para conexão do seu computador em casa com a Internet, através de uma linha telefônica comum). E finalmente os roteadores devem ser configurados para que seja possível a troca de informações entre as duas redes. Na Figura 16.1, apresento a ilustração desta pequena rede de longa distância (WAN). Em seguida vou explicar como funciona o roteamento entre as duas redes:
Nesta pequena rede temos um exemplo simples de roteamento, mas muito a explicar. Então vamos lá. Como está configurado o endereçamento das redes locais e dos roteadores?
Como é feita a interligação entre as duas redes? Vou utilizar um exemplo prático, para mostrar como é feito o roteamento entre as duas redes. Exemplo: Vou analisar como é feito o roteamento, quando um computador da rede em SP, precisa acessar informações de um computador da rede no RJ. O computador SP-01 (10.10.10.5), precisa acessar um arquivo que está em uma pasta compartilhada do computador RJ-02 (10.10.20.12). Como é feito o roteamento, de tal maneira que estes dois computadores possam trocar informações? Acompanhe os passos descritos a seguir: 1. O computador SP-01 é o computador de origem e o computador RJ-02 é o computador de destino. A primeira ação do TCP/IP é fazer os cálculos para verificar se os dois computadores estão na mesma rede, conforme explicado no Capítulo 2. Os seguintes dados são utilizados para realização destes cálculos: SP-01: 10.10.10.5/255.255.255.0 2. Feitos os cálculos, o protocolo TCP/IP “chega a conclusão” de que os dois computadores pertencem a redes diferentes: SP-01 pertence a rede 10.10.10.0 e RJ-02 pertence a rede 10.10.20.0. O exemplo mostrado na Figura 2.25 é um exemplo simples, onde mostrei como é feito o roteamento entre duas redes ligadas através de um link de WAN. O princípio básico é o mesmo, para redes maiores até para a maior das redes que é a Internet. Mais um exemplo de roteamento. Neste item vou analisar mais alguns exemplos de roteamento e falar sobre tabela de roteamento. Exemplo 01: Considere a rede indicada no diagrama da Figura 16.2
Primeiro alguns comentários sobre a WAN apresentada na Figura 16.2:
Rede Número da rede Máscara de sub-rede
Rede Número da rede Máscara de sub-rede
Agora que apresentei alguns comentários sobre a rede da Figura 16.2, vamos analisar como será feito o roteamento entre as diferentes redes. Primeira análise: Analisar como é feito o roteamento, quando um computador da Rede 01, precisa acessar informações de um computador da Rede 03. Por exemplo, o computador 10.10.10.25 da Rede 01, precisa acessar um arquivo que está em uma pasta compartilhada do computador 10.10.30.144 da Rede 03. Neste caso a rede de origem é a rede 10.10.10.0 e a rede de destino é 10.10.30.0. Como é feito o roteamento, de tal maneira que estes dois computadores possam trocar informações? Acompanhe os passos descritos a seguir: 1. O computador 10.10.10.25 é o computador de origem e o computador 10.10.30.144 é o computador de destino. A primeira ação do TCP/IP é fazer os cálculos para verificar se os dois computadores estão na mesma rede, conforme explicado no Capítulo 2. Os seguintes dados são utilizados para realização destes cálculos: Computador na Rede 01: 10.10.10.25/255.255.255.0 2. Feitos os cálculos, o protocolo TCP/IP “chega a conclusão” de que os dois computadores pertencem a redes diferentes: O computador 10.10.10.25 pertence a rede 10.10.10.0 e o computador 10.10.30.144 pertence a rede 10.10.30.0. Segunda análise: Analisar como é feito o roteamento, quando um computador da Rede 03, precisa acessar informações de um computador da Rede 02. Por exemplo, o computador 10.10.30.25 da Rede 03, precisa acessar uma impressora que está compartilhada do computador 10.10.20.144 da Rede 02. Neste caso a rede de origem é a rede 10.10.30.0 e a rede de destino é 10.10.20.0. Como é feito o roteamento, de tal maneira que estes dois computadores possam trocar informações? Acompanhe os passos descritos a seguir: 1. O computador 10.10.30.25 é o computador de origem e o computador 10.10.20.144 é o computador de destino. A primeira ação do TCP/IP é fazer os cálculos para verificar se os dois computadores estão na mesma rede, conforme explicado no Capítulo 2. Os seguintes dados são utilizados para realização destes cálculos: Computador na Rede 03: 10.10.30.25/255.255.255.0 2. Feitos os cálculos, o protocolo TCP/IP “chega a conclusão” de que os dois computadores pertencem a redes diferentes: O computador 10.10.30.25 pertence a rede 10.10.30.0 e o computador 10.10.20.144 pertence a rede 10.10.20.0. Algumas considerações sobre roteamento: A chave toda para o processo de roteamento é o software presente nos roteadores, o qual atua com base em tabelas de roteamento. Ou o roteador sabe entregar o pacote diretamente para a rede de destino ou sabe para qual roteador enviar. Esse processo continua, até que seja possível alcançar a rede de destino. Claro que em redes mais complexas pode haver mais de um caminho entre origem e destino. Por exemplo, na Internet, pode haver dois ou mais caminhos possíveis entre o computador de origem e o computador de destino. Quando um arquivo é transmitido entre os computadores de origem e destino, pode acontecer de alguns pacotes de informação serem enviados por um caminho e outros pacotes por caminhos diferentes. Os pacotes podem, inclusive, chegar fora de ordem no destino. O protocolo TCP/IP é o responsável por identificar cada pacote e coloca-los na seqüência correta. Existem também um número máximo de roteadores pelos quais um pacote pode passar, antes de ser descartado. Normalmente este número é de 16 roteadores. No exemplo da segunda análise, cada pacote passa por dois roteadores, até sair de um computador na Rede 03 e chegar ao computador de destino, na Rede 02. Este passar por dois roteadores é tecnicamente conhecido como “ter um caminho de 2 hopes”. Um hope significa que passou por um roteador. Diz-se, com isso, que o caminho máximo de um pacote é de 16 hopes. Isso é feito para evitar que pacotes fiquem circulando indefinidamente na rede e congestionem os links de WAN, podento até chegar a paralizar a rede. Uma situação que poderia acontecer, por erro nas tabelas de roteamento, é um roteador x mandar um pactoe para o y, o roteador y mandar de volta para o x, o roteador x de volta para y e assim indefinidamente. Esta situação ocorreria por erros nas tabelas de roteamento. Para evitar que estes pacotes ficassem circulando indefinidamente na rede, é que foi definido o limite de 16 hopes. Outro conceito que pode ser encontrado, em relação a roteamento, é o de entrega direta ou entrega indireta. Vamos ainda utilizar o exemplo da rede da Figura 16.2. Quando dois computadores da mesma rede (por exemplo a rede 10.10.10.0) trocam informações entre si, as informações são enviadas para o barramento da rede local e o computador de destino captura e processa os dados. Dizemos que este é um caso de entrega direta. Quando computadores de redes diferentes tentam se comunicar (por exemplo, um computador da rede 10.10.10.0 e um da rede 10.10.20.0), os pacotes de informação são enviados através dos roteadores da rede, até chegar ao destino. Depois a resposta percorre o caminho inverso. Este processo é conhecido como entrega indireta. Agora é hora de apresentar mais alguns detalhes sobre tabelas de roteamento e analisar uma pequena tabela de roteamento que existe em cada computadores com o NT 4.0, Windows 2000, Windows XP ou Windows Server 2003 e com o protocolo TCP/IP instalado. Tabelas de roteamento. Falei anteriormente que toda a funcionalidade do Roteador é baseada em tabelas de roteamento. Quando um pacote chega em uma das interfaces do roteador, ele analisa a sua tabela de roteamento, para verificar se contém uma rota para a rede de destino. Pode ser uma rota direta ou então para qual roteador o pacote deve ser enviado. Este processo continua até que o pacote seja entregue na rede de destino, ou até que o limite de 16 hopes tenha sido atingido. Na Figura 16.3 apresento um exemplo de uma “mini-tabela” de roteamento:
Cada linha é uma entrada da tabela. Por exemplo, a linha a seguir é que define o Default Gateway da ser utilizado: 0.0.0.0 0.0.0.0 200.175.106.54 200.175.106.54 1 Neste tópico você aprenderá sobre os campos que compõem uma entrada da tabela de roteamento e o significado de cada campo. Também aprenderá a interpretar a tabela de roteamento que existe em um computador com o Windows Server 2003 e aprenderá alguns detalhes sobre o comando route. Entenda os campos que compõem uma entrada de uma tabela de roteamento: Uma entrada da tabela de roteamento possui os campos indicados no esquema a seguir e explicados logo em seguida: Netwkor ID Network Mask Next Hop Interface Metric 0.0.0.0 0.0.0.0 200.175.106.54 200.175.106.54 1 10.100.100.0 255.255.255.0 10.200.200.4 10.200.200.4 1
Netwkor ID Network Mask Next Hop Interface Metric 10.100.100.0 255.255.255.0 10.200.200.1 10.200.200.120 1 Esta entrada indica que pacotes enviados para a rede definida pelos parâmetros 10.100.100.0/255.255.255.0, deve ser enviada para o gateway 10.200.200.1 e para chegar a este gateway, os pacotes de informação devem ser enviados pela interface 10.200.200.120. Neste exemplo, esta entrada está contida na tabela interna de roteamento de um computador com o Windows Server 2003, cujo número IP é 10.200.200.120 e o default gateway configurado é 10.200.200.1. Neste caso, quando este computador quiser se comunicar com um computador da rede 10.100.100.0, será usada a entrada de roteamento descrita neste item. Nesta entrada está especificado que pacotes para a rede 10.100.100.0, com máscara 255.255.255.0, devem ser enviados para o default gateway 10.200.200.1 e que este envio deve ser feito através da interface de rede 10.200.200.120, que no nosos exemplo é a placa de rede do computador. Uma vez que o pacote chegou no default gateway (na interface de LAN do roteador), o processo de roteamento, até a rede de destino (rede 10.100.100.0) é o processo descrito nas análises anteriores.
Analisando a tabelad e roteamento de um computador com o Windows Server 2003: Agora que você já conhece os conceitos de tabelas de roteamento e também conhece os campos que formam uma entrada em uma tabela de roteamento, é hora de analisar as entradas de uma tabela de roteamento em um computador com o Windows Server 2003 instalado. No Windows Server 2003, o protocolo TCP/IP é instalado automaticamente e não pode ser desinstalado (esta é uma das novidades do Windows Server 2003). Ao instalar e configurar o protocolo TCP/IP, o Windows Server 2003 cria, na memória do servidor, uma tabela de roteamento. Esta tabela é criada, dinamicamente, toda vez que o servidor é inicializado. Ao desligar o servidor o conteúdo desta tabela será descartado, para ser novamente recriado durante a próxima inicialização. A tabela de roteamento é criada com base nas configurações do protocolo TCP/IP. Existem também a possibilidade de adicionar entradas estáticas. Uma entrada estática fica gravada em disco e será adicionada a tabela de roteamento durante a inicialização do sistema. Ou seja, além das entradas criadas automaticamente, com base nas configurações do TCP/IP, também podem ser acrescentadas rotas estáticas, criadas com o comando route, o qual descreverei mais adiante. Para exibir a tabela de roteamento de um servidor com o Windows Server 2003 (ou com o Windows 2000 Server), abra um Prompt de comando, digite o comando indicado a seguir e pressione Enter: route print Será exibida uma tabela de roteamento, semelhante a indicada na Figura 16, onde é exibida a tabela de roteamento para um servidor com o número IP: 10.204.200.50:
Vamos analisar cada uma destas entradas e explicar a função de cada entrada, para que você possa entender melhor os conceitos de roteamento.
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 0.0.0.0 0.0.0.0 10.204.200.1 10.204.200.50 30 Esta rota é indicada por uma identificação de rede 0.0.0.0 com uma máscara de sub-rede 0.0.0.0. Quando o TCP/IP tenta encontrar uma rota para um determinado destino, ele percorre todas as entradas da tabela de roteamento em busca de uma rota específica para a rede de destino. Caso não seja encontrada uma rota para a rede de destino, será utilizada a rota padrão. Em outras palavras, se não houver uma rota específica, mande para a rota padrão. Observe que a rota padrão é justamente o default gateway da rede (10.204.200.1), ou seja, a interface de LAN do roteador da rede. O parâmetro Interface (10.204.200.50) é o número IP da placa de rede do próprio servidor. Em outras palavras: Se não houver uma rota específica manda para a rota padrão, onde o próximo hope da rede é o 10.204.200.1 e o envio para este hope é feito através da interface 10.204.200.50 (ou seja, a próprio placa de rede do servidor).
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 10.204.200.0 255.255.255.0 10.204.200.50 10.204.200.50 30 Esta rota é conhecida como Rota da Rede Local. Ele basicamente diz o seguinte: “Quando o endereço IP de destino for um endereço da minha rede local, envia as informações através da minha placa de rede através da minha placa de rede (observe que tanto o parâmetro Gateway como o parâmetro Interface estão configurados com o número IP do próprio servidor). Ou seja, se for para uma das máquinas da minha rede local, manda através da placa de rede, não precisa enviar para o roteador.
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 10.204.200.50 255.255.255.255 127.0.0.1 127.0.0.1 30 Este endereço faz referência ao próprio computador. Observe que 10.204.200.50 é o número IP do servidor que está sendo analisado (no qual executei o comando route print). Esta rota diz que os programas do próprio computador, que enviarem pacotes para o destino 10.204.200.50 (ou seja, enviarem pacotes para si mesmo, como no exemplo de dois serviços trocando informações entre si), devem usar como Gateway o endereço de loopback 127.0.0.1, através da interface de loopback 127.0.0.1. Esta rota é utilizada para agilizar as comunicações que ocorrem entre os componentes do próprio Windows Server 2003, dentro do mesmo servidor. Ao usar a interface de loopback, toda a comunicação ocorre a nível de software, ou seja, não é necessário enviar o pacote através das diversas camadas do protocolo TCP/IP, até que o pacote chege na camada de enlace (ou seja, a placa de rede), para depois voltar. Ao invés disso é utilizada a interface de loopback para direcionar os pacotes corretamente. Observe que esta entrada tem como máscara de sub-rede o número 255.255.255.255. Esta máscara indica que a entrada é uma rota para um endereço IP específico (no caso o próprio IP do servidor) e não uma rota para um endereço de rede.
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 10.255.255.255 255.255.255.255 10.204.200.50 10.204.200.50 30 Esta rota define o endereço de broadcast da rede. Broadcast significa enviar para todos os computadores da rede. Quando é utilizado o endereço de broadcast, todos os computadores da rede recebem o pacote e processam o pacote. O broadcast é utilizado por uma série de serviços, como por exemplo o WINS, para fazer verificações periódicas de nomes, para enviar uma mensagem para todos os computadores da rede, para obter informações de todos os computadores e assim por diante. Observe que o gateway é o número IP da placa de rede do servidor e a Interface é este mesmo número, ou seja, para enviar um broadcast para a rede, envie através da placa de rede do servidor, não há necessidade de utilizar o roteador. Um detalhe interessante é que, por padrão, a maioria dos roteadores bloqueia o tráfego de broadcast, para evitar congestionamentos nos links de WAN.
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 127.0.0.0 255.0.0.0 127.0.0.1 127.0.0.1 1 Comentei anteriormente que os endereços da rede 127.0.0.0 são endereços especiais, reservados para fazer referência a si mesmo. Ou seja, quando faço uma referência a 127.0.0.1 estou me referindo ao servidor no qual estou trabalhando. Esta roda indica, em palavras simples, que para se comunicar com a rede de loopback (127.0.0.0/255.0.0.0), utilize “eu mesmo” (127.0.0.1).
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 224.0.0.0 240.0.0.0 10.204.200.50 10.204.200.50 30 O tráfego IP, de uma maneira simples, pode ser de três tipos: Unicast é o tráfego direcionado para um número IP definido, ou seja, com um destinatário. Broadcast é o tráfego dirigido para todos os computadores de uma ou mais redes. E tráfego Multicast é um tráfego direcionado para um grupo de computadores, os quais estão configurados e “inscritos” para receber o tráfego multicast. Um exemplo prático de utilização do multicast é para uma transmissão de vídeo através da rede. Vamos supor que de uma rede de 1000 computadores, apenas 30 devem receber um determinado arquivo de vídeo com um treinamento específico. Se for usado tráfego unicast, serão transmitidas 30 cópias do arquivo de vídeo (o qual já é um arquivo grande), uma cópia para cada destinatário. Com o uso do Multicast, uma única cópia é transmitida através do link de WAN e o tráfego multicast (com base no protocolo IGMP), entrega uma cópia do arquivo apenas para os 30 computadores devidamente configurados para receber o tráfego multicast. Esta rota define que o tráfego multicast deve ser enviado através da interface de rede, que é o número IP da placa de rede do servidor.Lembrando do Capítulo 2, quando falei sobre classes de endereços, a classe D é reservada para tráfego multicast, com IPs iniciando (o primeiro número) a partir de 224.
Network Destination Netmask Gateway Interface Metric 255.255.255.255 255.255.255.255 10.204.200.50 10.204.200.50 1 Esta é a rota utilizada para o envio de broadcast limitado. O endereço de broadcast limitado é formato por todos os 32 bits do endereço IP sendo iguais a 1 (255.255.255.255). Este endereço é utilizado quando o computador tem que fazer o envio de um broadcast na rede local (envio do tipo um para todos na rede), porém o computador não conhece a número da rede local (network ID). Você pode perguntar: Mas em que situação o computador não conhecerá a identificação da rede local? Por exemplo, quando você inicializa um computador, configurado para obter as configurações do TCP/IP a partir de um servidor DHCP, a primeira coisa que este computador precisa fazer é localizar um servidor DHCP na rede e requisitar as configurações do TCP/IP. Ou seja, antes de receber as configurações do DHCP, o computador ainda não tem endereço IP e nem máscara de sub-rede, mas tem que se comunicar com um servidor DHCP. Esta comunicação é feita via broadcast limitado, onde o computador envia um pacote de formato específico (chamado de DHCP Discover), para tentar descobrir um servidor DHCP na rede. Este pacote é enviado para todos os computadores. Aquele que for um servidor DHCP irá responder a requisição do cliente. Aí o processo de configuração do DHCP continua (conforme descreverei na seção sobre DHCP), até que o computador esteja com as configurações do TCP/IP definidas, configurações estas obtidas a partir do servidor DHCP. Em termos de roteamento, estes são os conceitos necessários ao que será visto neste capítulo. No Capítulo 17, onde você aprenderá, dentre outras coisas, sobre o serviço RRAS, voltarei a apresentar mais alguns detalhes sobre roteamento no Windows Server 2003. Agora é hora de tratar sobre a divisão de uma rede em sub-redes, assunto mais conhecido como: subnetting. |
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